Época de pandemia. A preocupação e o medo tomou conta no mundo todo.
Vocês já pararam para pensar como o termo NO MUNDO TODO é pesado?

Pesado também foi o clima que Coronavírus tem deixado nos últimos meses.
Aqui na minha cidade, Nova Friburgo, a maioria dos lugares pararam totalmente entre a última semana de abril e a primeira semana de março.
Particularmente, eu nunca imaginei ver a cidade toda parada dessa forma. Lojas de portas fechadas, na primeira semana, você realmente não via ninguém nas ruas, além de mercados, farmácias e padarias funcionando. O comércio necessário.

Mas hoje 03 de Julho. A cidade irá começar a retornar com os trabalhos em horários flexibilizados, dizem que será uma “retomada gradual e segura”.

Todos temos opiniões diferente sobre a situação. Entendemos que os comerciantes também precisam pagar suas contas, funcionários necessitam receber seu salário. Mas ao que parece as pessoas se encontram cegas para a realidade do que ocorreu nesses últimos meses.

Vi muitas pessoas através das redes sociais, cumprindo a quarentena de forma correta e segura, sem sair de casa, tomando todas as medidas necessárias. Porém também vi muitas pessoas, saindo de casa, realizando trilhas, andando de bicicleta, pessoas indo a praia (sim indo a praia), como se fossem férias não um vírus que matou mais de 10 milhões de pessoas no mundo. O Brasil está em segundo lugar no mundo em novas mortes e casos segundo a OMS.

Aqui mesmo em Nova Friburgo nas últimas 24h do dia 30 de Junho, o número de infectados subiu de 504 para 516.

Creio que muitos se sentiram sozinhos, e mal durante esse distanciamento social. Todos queremos que tudo volte ao normal o mais rápido possível. Rever os parentes chegados, os amigos de todos os encontros. Mas será mesmo que essa é a hora certa, para as coisas começarem a voltar? Será que é esse O AGORA? ou apenas estamos preocupados querendo tanto a “normalidade” de tudo?
Outro preocupação é: se depois de tudo, você quer mesmo voltar a normalidade que era antes da pandemia, e não tirou nenhuma lição desses meses de isolamento e distanciamento social. Estamos mais perdidos que imaginamos.